14 agosto 2016

Políticas Públicas de Saúde e Sistema Único de Saúde

História da Saúde no Brasil
“Reforma Sanitária” é a designação que se dá à plataforma política defendida pelo “Movimento Sanitário Brasileiro”, que representou uma ampla articulação de atores sociais, incluindo membros dos
departamentos de medicina preventiva de várias universidades, entidades como o Centro Brasileiro de Estudos (CEBES), fundado em 1978, movimentos sociais de luta por melhores condições de saúde, autores e pesquisadores, militantes do movimento pela redemocratização do país nos anos 1970 e 1980 e parlamentares que faziam a crítica às políticas de saúde existentes no Brasil. A “Reforma Sanitária” incluía em sua pauta uma nova organização do sistema de saúde no país – com várias características que o SUS afinal adotou –, em particular uma concepção ampliada dos determinantes sociais do processo saúde-doença e a criação de um sistema público de assistência à saúde, gratuito com garantia de acesso universal do cuidado para todos os brasileiros.


Políticas Públicas Saúde
Definição
Políticas públicas são conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente, com a participação dos setores públicos ou privados, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico.



Políticas Públicas Saúde
Formulação
1.Formulação de Agenda
2.Planejamento
3.Ações
4.Execuções
5.Avaliação

POLÍTICAS/PLANOS:
estabelecem diretrizes, prioridades e objetivos gerais ( a serem cumpridos a longo prazo).
PROGRAMAS DE SAÚDE: estabelecem objetivos gerais e específicos em determinado tema.

Sistema Público de Saúde
Instituído pela Constituição Federal de 1988
Consolidado pelas leis 8.080 e 8.142
SAÚDE É DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO

RELEVÂNCIA PÚBLICA na Saúde Pública e Saúde Privada
com objetivo de IMPEDIR QUE AS PESSOAS ADOEÇAM

SISTEMA ÚNICA DE SAÚDE
SUS

SISTEMA ÚNICA DE SAÚDE(SUS)
OBJETIVOS


DEFINIÇÕES





PRINCÍPIOS E DIRETRIZES



SAÚDE PÚBLICA X SAÚDE COLETIVA

Saúde pública
consiste em um conjunto de ações e serviços de caráter sanitário que tenham como objetivo prevenir ou combater patologias ou quaisquer outros cenários que coloquem em risco a saúde da população. Como é dever do estado assegurar serviços e politicas voltadas para a promoção da saúde e bem estar da população, o termo saúde pública é consideravelmente mais conhecido e utilizado que o termo saúde coletiva.


A saúde coletiva


consiste em um movimento sanitário de caráter social que surgiu no SUS, esse movimento é composto da integração das ciências sociais com as políticas de saúde pública. A saúde coletiva identifica variáveis de cunho social, econômico e ambiental que possam acarretar no desenvolvimento de cenários de epidemia em determinada região, por meio de projeções feitas através da associação dos dados socioeconômicos com os dados epidemiológicos é possível elaborar uma eficiente politica de prevenção de acordo com as características da região. Vale ressaltar que a saúde coletiva também possui aplicações dentro da iniciativa privada.

Determinantes sociais da saúde







SAÚDE (HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS,NÍVEIS DE PREVENÇÃO etc)

SAÚDE
HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
NÍVEIS DE COMPLEXIDADE
ATIVIDADE

SAÚDE

É um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade.
Gozar do melhor estado de saúde que é possível atingir: constitui um dos direitos fundamentais de todo o ser humano, sem distinção de raça, de religião, de credo político, de condição econômica ou social.

HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS

É o nome dado ao conjunto de processos interativos compreendendo “as inter-relações do AGENTE, do SUSCETÍVEL e do MEIO AMBIENTE que afetam o processo global e seu desenvolvimento, desde as primeiras forças que criam o estímulo patológico no meio ambiente, ou qualquer outro lugar, passando pela resposta do homem ao estímulo, ate as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte”(Leavell&Clark,1976).

A sequência de eventos que caracterizam uma doença desde atuação de fatores desencadeantes até seu desfecho (cura, sequela ou morte).

•Doença: Processo patológico definido comum quadro característico de sinais e sintomas. Pode afetar o corpo inteiro ou quaisquer de suas partes. Sua etiologia, patologia e prognósticos podem ser conhecidos ou não.
•Fatores desencadeantes: fatores associados a uma etapa crucial ou decisiva de uma doença, acidente, reação de conduta ou outro tipo de atividade.


MODELO - Leavell&Clark,1976

Enfoque centrado no indivíduo, com alguma projeção para a família ou grupos, e isso demonstrou certa inadequação para as doenças crônicas não-transmissíveis, pois a prevenção de tais doenças envolve medidas não só voltadas para os indivíduos e famílias, como também para o ambiente e os estilos de vida (BUSS, 2003)

I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde -1986

“promoção da saúde é o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle desse processo.
Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social (...) Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas.
Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global”



PROMOÇÃO DA SAÚDE E NÍVEIS DE PREVENÇÃO

A promoção da saúde foi nominada, pela primeira vez no início do século XX. Onde também foi elaborada as quatro funções da Medicina: promoção da saúde, prevenção das doenças, tratamentos dos doentes e reabilitação. Segundo a sua concepção, a promoção da saúde envolveria ações de educação em saúde e ações estruturais do Estado para melhorar as condições de vida da população (DEMARZO, 2008).
NÍVEIS DE PREVENÇÃO PRIMÁRIA
A promoção da saúde aparece como prevenção primária, confundindo-se com a prevenção referente à proteção específica (vacinação, por exemplo). Corresponde a medidas gerais, educativas, que objetivam melhorar a resistência e o bem-estar geral dos indivíduos (comportamentos alimentares, exercício físico e repouso, contenção de estresse, não ingestão de drogas ou de tabaco), para que resistam às agressões dos agentes. Também diz respeito a ações de orientação para cuidados com o ambiente, para que esse não favoreça o desenvolvimento de agentes etiológicos (comportamentos higiênicos relacionados à habitação e aos entornos).

NÍVEIS DE PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
Engloba estratégias populacionais para detecção precoce de doenças, como por exemplo, o rastreamento de câncer de colo uterino. Também contempla ações com indivíduos doentes ou acidentados com diagnósticos confirmados, para que se curem ou mantenham-se funcionalmente sadios, evitando complicações e mortes prematuras. Isto se dá por meio de práticas clínicas preventivas e de educação em saúde, objetivando a adoção/mudança de comportamentos (alimentares, atividades físicas etc.).

NÍVEIS DE PREVENÇÃO TERCIÁRIA
Consiste no cuidado de sujeitos com sequelas de doenças ou acidentes, visando a recuperação ou a manutenção em equilíbrio funcional.

NÍVEIS DE PREVENÇÃO QUARTENÁRIA
Detecção de indivíduos em risco de tratamento excessivo para protegê-los de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis.
Risco de adoecimento iatrogênico, ao excessivo intervencionismo diagnóstico e terapêutico e a medicalização desnecessária.
Prevenção quaternária deve ser destacada, pois permeia todos os outros níveis de prevenção, particularmente a prevenção secundária




NÍVEIS DE COMPLEXIDADE DA ATENÇÃO

tecnologia de baixa densidade, fica subentendido que a atenção básica inclui um rol de procedimentos mais simples e baratos, capazes de atender à maior parte dos problemas comuns de saúde da comunidade, embora sua organização, seu desenvolvimento e sua aplicação possam demandar estudos de alta complexidade teórica e profundo conhecimento empírico da realidade.

NÍVEIS DE COMPLEXIDADE DA ATENÇÃO MÉDIA
Composta por ações e serviços que visam atender aos principais problemas e agravos de saúde da população, cuja complexidade da assistência na prática clínica demande a disponibilidade de profissionais especializados e a utilização de recursos tecnológicos, para o apoio diagnóstico e tratamento.

NÍVEIS DE COMPLEXIDADE DA ATENÇÃO
Conjunto de procedimentos que, no contexto do SUS, envolve alta tecnologia e alto custo, objetivando propiciar à população acesso a serviços qualificados, integrando-os aos demais níveis de atenção à saúde (atenção básica e de média complexidade).




SAÚDE COLETIVA

SAÚDE COLETIVA

*LEI 8.080 – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
*TERMINOLOGIA
*SISTEMAS

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
  •  Lei nº 8.080de 19 de Setembro de 1990.
Dispõe sobre as condições para a promoção,proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.

DISPOSIÇÕES GERAIS

  •  Art. 2º - A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.
  •  Art. 3º - A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País.
  •  Parágrafo Único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social.
CONSTITUEM O SUS
  • Art. 4º - O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde-SUS.
  • § 2º - A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde-SUS, em caráter complementar.
OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES
  • Art. 5º - Dos objetivos do Sistema Único de Saúde-SUS :
  • I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde;
  • III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas.
  • Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS:
  • I - a execução de ações:
  • a) de vigilância sanitária;
  • b) de vigilância epidemiológica;
  • c) de saúde do trabalhador;
  • d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.
  • II - a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico;
VIGILÂNCIA SANITÁRIA
  • § 1º - Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
  • I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e
  • II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
  • § 2º - Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.


SAÚDE DO TRABALHADOR
  • § 3º - Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa a recuperação e a reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo:
    I - assistência ao trabalhador vítima de acidente de trabalho ou portador de doença profissional e do trabalho;
    II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde-SUS, em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho;
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES
  • Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde - SUS são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no artigo 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:
  • I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência;
  • II - integralidade de assistência, entendida como um conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;
  • III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;
  • IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie;
  • VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática;
  • VIII - participação da comunidade;
ORGANIZAÇÃO/ DIREÇÃO/ GESTÃO
  • Art. 8º - As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde-SUS, seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente.
  • Art. 9º - A direção do Sistema Único de Saúde-SUS é única, de acordo com o inciso I do artigo 198 da Constituição Federal, sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes orgãos:
  • I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;
  • II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva secretaria de saúde ou órgão equivalente; e
  • III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva secretaria de saúde ou órgão equivalente.
COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES COMUNS
  • Art. 15º A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições:
  • I - definição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e fiscalização das ações e serviços de saúde;
  • II - administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em cada ano, à saúde;
  • IV - organização e coordenação do sistema de informação em saúde;
  • XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos internacionais relativos a saúde, saneamento e o meio ambiente;
  • XVI - elaborar normas técnico-científicas de promoção, proteção e recuperação da saúde;
  • XIX - realizar pesquisas e estudos na área de saúde;
COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES ESFERA FEDERAL
  • Art. 16. À direção nacional do Sistema Único de Saúde-SUS compete:
  • I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição;
  • II - participar na formulação e na implementação das políticas:
  • a) de controle das agressões ao meio ambiente;
  • b) de saneamento básico; e
  • c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho;
  • III - definir e coordenar os sistemas:
  • a) de redes integradas de assistência de alta complexidade;
  • b) de rede de laboratórios de saúde pública;
  • c) de vigilância epidemiológica; e
  • d) de vigilância sanitária.
  • VI - coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica;
  • VII - estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal e Municípios;
  • VIII - estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da qualidade sanitária de produtos, substâncias e serviços de consumo e uso humano;
  • X - formular, avaliar, elaborar normas e participar na execução da política nacional e produção de insumos e equipamentos para a saúde, em articulação com os demais órgãos governamentais;
  • XI - identificar os serviços estaduais e municipais de referência nacional para o estabelecimento de padrões técnicos de assistência à saúde;
  • XV - promover a descentralização, para as Unidades Federadas e para os Municípios, dos serviços e ações de saúde, respectivamente, de abrangência estadual e municipal;
  • XVII - acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, respeitadas as competências Estaduais e Municipais;
  • XVIII - elaborar o planejamento estratégico nacional no âmbito do SUS em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal;
  • Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção estadual do Sistema Único de Saúde-SUS ou que representam risco de disseminação nacional.
COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES ESFERA ESTADUAL
  • Art. 17. - À direção estadual do Sistema Único de Saúde-SUS compete:
  • I - promover a descentralização, para os Municípios, dos serviços e das ações de saúde;
  • II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde- SUS.
  • III - prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde;
  • IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços:
  • a) de vigilância epidemiológica;
  • b) de vigilância sanitária;
  • c) de alimentação e nutrição; e
  • d) de saúde do trabalhador;
  • V - participar, junto com órgãos afins, do controle dos agravos do meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana;
  • VI - participar da formulação da política e da execução de ações de saneamento básico;
  • X - coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e hemocentros e gerir as unidades que permaneçam em sua organização administrativa;
  • XI - estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e a avaliação das ações e serviços de saúde;
  • XIII - colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras;
  • XIV - acompanhar, avaliar e divulgar os indicadores de morbidade e mortalidade no âmbito da unidade federada.

COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES ESFERA MUNICIPAL
  • Art. 18. À direção municipal do Sistema Único de Saúde-SUS, compete:
  • I - planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde;
  • II - participar do planejamento, programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde-SUS, em articulação com sua direção estadual;
  • III - participar da execução, controle e avaliação das ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho;
  • IV - executar serviços:
  • a) de vigilância epidemiológica;
  • b) de vigilância sanitária;
  • c) de alimentação e nutrição;
  • d) de saneamento básico; e
  • e) de saúde do trabalhador;
  • V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a saúde;
  • VI - colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente, que tenham repercussão sobre a saúde humana, e atuar, junto aos órgãos municipais, estaduais e federais competentes, para controlá-las;
  • VII - formar consórcios administrativos intermunicipais;
  • VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros;
  • IX - colaborar com a União e com os Estados na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras;
  • X - observado o disposto no artigo 26 desta lei, celebrar contratos e convênios com entidades prestadoras de serviços privados de saúde, bem como controlar e avaliar sua execução;
  • XI - controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde:
  • XII - normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de saúde no seu âmbito de atuação.
    TERMINOLOGIAS
    • Notificação compulsória: consiste na comunicação obrigatória à autoridade sanitária da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde ou surto, feita por profissional de saúde ou qualquer cidadão,visando à adoção das medidas de intervenção pertinentes.
    • Erradicação: cessação de toda a transmissão da infecção pela extinção artificial da espécie do agente em questão no planeta; pressupõe a ausência completa de risco de reintrodução da doença, de forma a permitir a suspensão de toda e qualquer medida de prevenção ou controle.
    • Controle: quando aplicado a doenças transmissíveis e algumas não transmissíveis, implica operações ou programas desenvolvidos com o objetivo de reduzir sua incidência e/ou prevalência a níveis muito baixos.
    • Coeficiente ou Taxa: é a relação entre o número de casos de um evento e uma determinada população, num dado local e época. É a medida que informa quanto ao “risco” de ocorrência de um evento. Exemplo: número de óbitos por leptospirose no Rio de Janeiro, em relação às pessoas que residiam nessa cidade em cada ano; nº trabalhadores intoxicados por determinada substância em relação aos trabalhadores de determinada indústria.
    • Incidência: A incidência de uma doença, em um determinado local e período, é o número de casos novos da doença que iniciaram no mesmo local e período. Traz a ideia de intensidade com que acontece uma doença numa população, mede a freqüência ou probabilidade de ocorrência de casos novos de doença na população. Alta incidência significa alto risco coletivo de adoecer.
    • Prevalência: prevalecer significa ser mais, preponderar, predominar. A prevalência indica qualidade do que prevalece, prevalência implica em acontecer e permanecer existindo num momento considerado. Portanto, a prevalência é o número total de casos de uma doença, existentes num determinado local e período
    • Mortalidade: é a variável característica das comunidades de seres vivos; refere-se ao conjunto dos indivíduos que morreram num dado intervalo do tempo. Representa o risco ou probabilidade que qualquer pessoa na população apresenta de poder vir a morrer ou de morrer em decorrência de uma determinada doença. Diversas vezes temos que medir a ocorrência de doenças numa população através da contagem de óbito e para estudá-las corretamente; estabelecemos uma relação com a população que está envolvida. É calculada pela taxas ou coeficientes de mortalidade. Representam o “peso” que os óbitos apresentam numa certa população.
    • Endemia - É a ocorrência de determinada doença que acomete sistematicamente populações em espaços característicos e determinados, no decorrer de um longo período, (temporalmente ilimitada), e que mantém uma de incidência relativamente constante, permitindo variações cíclicas e sazonais.
    • Epidemia – É a ocorrência em uma comunidade ou região de casos de natureza semelhante, claramente excessiva em relação ao esperado. O conceito operativo usado na epidemiologia é: uma alteração, espacial e cronologicamente delimitada, do estado de saúde-doença de uma população, caracterizada por uma elevação inesperada e descontrolada dos coeficientes de incidência de determinada doença, ultrapassando valores do limiar epidêmico preestabelecido para aquela circunstância e doença. Devemos tomar cuidado com o uso do conceito de epidemia lato-sensu que seria a ocorrência de doença em grande número de pessoas ao mesmo tempo.
    • Pandemia: caracterizada por uma epidemia com larga distribuição geográfica, atingindo mais de um país ou de um continente. Um exemplo típico deste evento é a epidemia de AIDS que atinge todos os continentes.
    • Caso: é uma pessoa ou animal infectado ou doente que apresenta características clínicas, laboratoriais e epidemiológicas específicas de uma doença ou agravo.
    • Morbidade: é a variável característica das comunidades de seres vivos, refere-se ao conjunto dos indivíduos que adquirem doenças (ou determinadas doenças) num dado intervalo de tempo em uma determinada população. A morbidade mostra o comportamento das doenças e dos agravos à saúde na população.
    • Indicador: Segundo o dicionário “Aurélio” “é o que indica”, ou seja, o que reflete uma característica. A palavra ÍNDICE ora é usada como sinônimo de indicador, ora com uma conotação mais abrangente . Indicador de Saúde indica, revela a situação de saúde (ou um aspecto dela) da população ou de um indivíduo; é montado a partir de dados referenciados no tempo e espaço e pela sua forma de organização e apresentação, facilitam a análise e o olhar com significância sobre a realidade, através de sua simples leitura ou através do acompanhamento dos dados no tempo.
    SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
    • Sistema de informação em vigilância em saúde

      É o mecanismo de coleta, ordenação, processamento de dados, análise e transmissão de informações necessárias para se organizar e operar os serviços de saúde; e para o planejamento com vistas ao controle de doenças e promoção, proteção e recuperação da saúde. A informação é um componente fundamental para o sistema de vigilância epidemiológica. O seu uso possibilita o desencadeamento das ações de investigação dos casos suspeitos, de medidas de controle, de análise e de avaliação, de planejamento, bem como da sua divulgação.
    • Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)

      Importante sistema de informação eletrônico, desenvolvido entre 1990 e 1993 para melhorar a qualidade do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, o Sinan tem como objetivos coletar, transmitir e disseminar dados gerados na rotina do sistema de vigilância epidemiológica das três esferas fornecer informações para análise do perfil da morbidade e, conseqüentemente, facilitar a formulação e avaliação das políticas, planos e programas de saúde, subsidiando o processo de tomada de decisões.
    • Sistema de Avaliação do Programa de Imunização (SI-API)

      As informações sobre coberturas vacinais do Programa Nacional de Imunizações (PNI) resultam dos dados enviados pelas unidades de saúde, seguindo o fluxo Município Estado SVS, por meio do Sistema de Avaliação do PNI, SI-API. O Sistema possibilita a avaliação do Programa, em todas as instâncias, por imunobiológico e por faixa etária, emitindo relatórios de doses aplicadas, cobertura vacinal, taxa de abandono e homogeneidade de cobertura por Município.
      Dispõe, também, de ferramentas para validação dos dados coletados, mediante a verificação sistemática da integração das bases de dados.
    • Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM)

      O SIM foi implantado em 1975 e utiliza como instrumento de coleta de dados a Declaração de Óbito (DO). Foi informatizado na década de 90 do século passado, sendo utilizado pela totalidade das unidades federadas. As causas básicas são codificadas e os dados criticados e processados por Município de residência do falecido, embora a legislação determine que o registro do óbito seja feito no local da ocorrência do evento. O registro pelo local de residência é o de maior interesse para os profissionais do setor saúde, com exceção das mortes por causas externas (acidentes, violências)
    • Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc)

      Implantado oficialmente em 1990, o Sistema de Informações sobre Nacidos Vivos no País propicia dados sobre gravidez, parto e condições da criança ao nascer. O seu documento básico é a Declaração de Nascidos Vivos (DN)4, padronizada nacionalmente. Seus dados podem ser utilizados em análise, a partir da construção de indicadores.
    • Sistema de Informação da Atenção Básica (Siab)

      Criado em 1998, foi pensado como instrumento gerencial dos sistemas locais de saúde, o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) adota, como conceitos básicos, Território, Problema e Responsabilidade sanitária. Plenamente inserido no contexto de reorganização do SUS no País, o SIAB assumiu características distintas dos demais sistemas existentes. É um sistema de informação de saúde que disponibiliza indicadores sociais, permitindo aos gestores municipais a monitoração das condições sociodemográficas e ambientais das áreas cobertas, ação.
    • Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS)

      O Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS) constitui importante fonte de informações das doenças que requerem internação. Embora não tenha sido concebido sob a lógica epidemiológica, mas com o propósito de operar o sistema de pagamento das internações hospitalares, o SIH conta com um detalhado banco de dados sobre o atendimento, o diagnóstico da internação, a condição da alta, os valores pagos e outros.
      Além do acompanhamento dos números absolutos com relação à freqüência de autorizações de internação hospitalar (AIH) e seu valor, ele propicia a elaboração de alguns outros indicadores, como: tempo médio de permanência geral ou específico; mortalidade hospitalar geral, por causa ou por procedimento; e outros.

    • Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA)

      É um sistema que oferece aos gestores estaduais e municipais de saúde instrumentos para operacionalização das funções de cadastramento, controle orçamentário, controle e cálculo da produção; e para a geração de informações necessárias ao repasse do custeio ambulatorial .

    20 julho 2015

    Porcentagem parte II

    Acréscimos e reduções percentuais

    Veja outro exemplo:
    O valor de uma passagem aérea sofreu um aumento de 15%, passando a custar
    R$ 805,00. Vamos determinar o valor da passagem aérea antes do aumento.
    Como se trata de um valor desconhecido, chamaremos de x o valor da passagem antes do aumento.
    Note que R$ 805,00 representa o valor da passagem já com o aumento de 15%, portanto, R$ 805,00 é igual a 115% de x.

    Sendo assim, temos:
    Portanto, a passagem aérea custava R$ 700,00 antes do aumento.

    Também podemos encontrar o preço da passagem utilizando uma regra de três simples:

      

       
    Mais um exemplo:
    O preço de uma mercadoria no mês de janeiro era de R$ 400,00. Em fevereiro, sofreu um aumento de 10% e, em março, outro aumento de 10%. Vamos determinar o valor dessa mercadoria em março.

    JaneiroFevereiroMarço

    Note que 1,10 = 110%.
    Atenção                                                                           

    Observe que dois aumentos sucessivos de 10% não são o mesmo que um único aumento de 20%.

    Para aprimorar

    Para uma sessão de cinema, foram vendidos antecipadamente 120 ingressos, dos quais 20% eram meias-entradas e os demais eram entradas inteiras. No momento da sessão, foram vendidos mais x ingressos, todos do tipo meia-entrada, passando a representar 25% do total.

    Vamos determinar a quantidade x.
    Quantidade de meias-entradas vendidas antecipadamente:


    Como foram vendidas mais x meias-entradas, passamos a ter:
    24 + x (quantidade de meias-entradas)
    120 + x (quantidade total de entradas vendidas)
    Assim temos:
      
     

    Com base nos cálculos, podemos verificar que foram vendidas mais 8 meias-entradas, totalizando 32 meias-entradas, as mesmas 96 entradas inteiras e um total de 128 entradas para a sessão.

    Finalizando

    Recordando os pontos principais desta aula:
    1. 1
      Porcentagem é uma fração com denominador igual a 100.É representada pelo
      símbolo % (por cento). Assim, para qualquer número real p, temos:
      Também pode ser representada por números decimais:
    2. 2
      Para efetuar cálculos com porcentagem, podemos utilizar sua representação
      na forma fracionária, decimal ou utilizar uma regra de três simples.
    3. 3
      Para determinar quantos por cento o número a representa do número b, podemos
      proceder da seguinte maneira:



      As reduções podem ser calculadas da seguinte forma:
      ReduçãoAplicar redução em 200
      10%
      20%
      25%
      50%

      Calcular a redução de um valor x de 10% é o mesmo que multiplicá-lo por 0,90.
      Calcular a redução de um valor x de 20% é o mesmo que multiplicá-lo por 0,80.
      Calcular a redução de um valor x de 25% é o mesmo que multiplicá-lo por 0,75.
      Calcular a redução de um valor x de 50% é o mesmo que multiplicá-lo por 0,50
      Podemos calcular acréscimos da seguinte forma:
      AcréscimoAplicar acréscimo em 200
      10%
      20%
      25%
      50%
    4. Calcular o aumento de um valor x de 10% é o mesmo que multiplicá-lo por 1,10.
      Calcular o aumento de um valor x de 20% é o mesmo que multiplicá-lo por 1,20.
      Calcular o aumento de um valor x de 25% é o mesmo que multiplicá-lo por 1,25.
      Calcular o aumento de um valor x de 50% é o mesmo que multiplicá-lo por 1,50.



    Porcentagem - Parte I

    Porcentagem é uma fração centesimal, ou seja, com denominador igual a 100.
    É representada pelo símbolo % (por cento). Assim, para qualquer número real p, temos:


    A porcentagem também pode ser representada por números decimais:


    Veja alguns exemplos:

      (lê-se: 12 por cento) 

      (lê-se: 25 por cento) 

      (lê-se: 3 por cento) 

      (lê-se: 100 por cento)

    Como calcular?


    Uma das maneiras para efetuar cálculos com porcentagens é utilizando sua representação na forma fracionária.
    Veja um exemplo:

    O percentual de etanol na composição de gasolina, que era de 20%, passou a ser de 25%. Vamos calcular quantos litros de etanol são utilizados para se obter 500 litros de gasolina. Temos:


    * Lembre-se de que devemos substituir a palavra “de” pela operação de multiplicação.

    Dessa forma, para se obter 500 litros de gasolina são utilizados 125 litros de etanol.


    Também podemos efetuar cálculos com porcentagens utilizando uma regra de três simples ou utilizando a representação da porcentagem na forma decimal.

    Regra de três simples:

      

    Representação da porcentagem na forma decimal:


    Percentual de um número em relação a outro


    Para determinar quantos por cento o número a representa do número b, podemos proceder da seguinte maneira:


    Veja um exemplo:
    Em um grupo de 50 estudantes, 15 frequentam o curso de inglês regularmente. Vamos calcular a porcentagem que esses estudantes representam em relação ao total:

    Portanto, 30% dos estudantes desse grupo frequentam regularmente o curso de inglês
    Também podemos encontrar o percentual de um número em relação a outro utilizando uma regra de três simples ou uma equação.


    Regra de três simples:

     


    Equação:

     

    Acréscimos e reduções percentuais

    Efetuar o aumento de um valor  de  é o mesmo que multiplicar esse valor por , pois:
     
    Sendo assim, uma mercadoria que custava R$ 400,00 e sofreu um aumento de 20% passou a custar R$ 480,00, pois:





    Para determinar o aumento, também podemos encontrar 20% de R$ 400,00 e, depois, somar o valor encontrado a R$ 400,00.


    Daí, temos:

    De forma análoga, descontar um valor  de  é o mesmo que multiplicar esse valor por , pois:
     

    Sendo assim, uma mercadoria que custava R$ 480,00 e sofreu um desconto de 20% passou a custar R$ 384,00, pois:





    Para determinar o desconto, também podemos encontrar 20% de R$ 480,00 e, depois, subtrair o valor encontrado de R$ 480,00.


    Daí, temos:

    Atenção
    Note que se uma mercadoria que custa x sofrer um aumento de p%, sucedido de um desconto do mesmop%, não volta a custar o mesmo x.